Duplicação volta ao debate

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Engarrafamento

 

O caminhão de uma empresa de guinchos, andaimes e outros serviços causou o maior transtorno na tarde desta segunda-feira (22) para quem tentava passar pela ponte rodoferroviária, que liga os núcleos São Félix e Morada Nova a Nova Marabá. Apresentando problemas mecânicos, o caminhão enguiçou logo no começo da travessia, provocando mais de 5 quilômetros de engarrafamento.

Quem passava pelo lugar naquele momento teve de perder pelo menos 2 horas – e alguns compromissos – até que o trânsito voltasse a fluir. Foi o caso de Márcio Ramos, que ia buscar sua esposa na rodoviária do km 6 e acabou se atrasando por conta do imprevisto. A equipe do CORREIO percorreu um trecho do engarrafamento para ouvir os motoristas que disseram ser cada vez mais frequentes interrupções no tráfego pelos mesmos motivos.

Praticamente todos os condutores ouvidos pela Reportagem apontaram a a duplicação da ponte como a única solução para resolver o problema das constantes interrupções no tráfego.

Conforme publicado pelo CORREIO em abril de 2015, a Vale já vinha sondando o Rio Tocantins com vistas a duplicar a ferrovia sem, contudo fazer referência a duplicação da rodovia.

No ano passado, representantes da Mineradora se reuniram na Câmara Municipal de Marabá com um engenheiro do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e o prefeito João Salame Neto. Aquela altura, a Vale insistia em construir uma nova ponte sobre o Rio Tocantins apenas com passagem para seus trens de minério, sem mexer na parte rodoviária.

Na época, o diretor de energia da empresa, João Coral, falou do projeto de expansão da ferrovia, onde há também a duplicação da ponte. “Ela (duplicação) não é um gargalo no momento para escoar a atual produção de minério, mesmo com a implantação do projeto S11D. Existe o projeto de duplicação, mas ele é só ferroviário e não é nossa prioridade imediata. Talvez daqui a 10 ou 20 anos, quem sabe”, disse.

Entenda o caso

A ponte mista que cruza o Rio Tocantins foi construída para fazer o cruzamento ferroviário das cargas de minério ferro de Carajás que seguem pela Estrada de Ferro Carajás até o porto de Itaqui, no Maranhão, na década de 1980.

Com o crescimento populacional dos núcleos São Félix e Morada Nova, só para ficar nos maiores, o vai-e-vem na ponte passou a ser cada vez mais intenso. Como o vão rodoviário é estreito, se um veículo pesado – a exemplo do que quebrou nesta segunda – parar em qualquer trecho da via inviabiliza a passagem dos veículos que trafegam por ali.

A ponte foi feita estrategicamente no trecho onde o rio é mais estreito, justamente para baixar os custos da construção. No projeto original ela seria somente ferroviária, o que beneficiaria apenas a Vale, enquanto os moradores que residem naquela parte da cidade continuariam atravessando o Tocantins em balsas. Foi então que autoridades e população se mobilizaram, e a empresa fez alterações no projeto, adaptando um vão rodoviário à planta original.

(Jackeline Chagas)

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